quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Missão botequim.

Hoje pela manhã recebi a convoção para jogar com a sorte. Iniciamos a saga aos “restaurantes” pé sujo do Itaim, foi o que pensei no início mas logo vi que a melhor nomenclatura seria talvez, fundo do poço, inferninho quiça Chiqueirinho.


Na chegada logo vi porque da alcunha “pé sujo” eis que me deparo com um senhor sentado no balcão com os pés descalços, sim ele estava sem sapatos! Infelizmente sou uma pessoa atenta aos detalhes e meus olhos não conseguiam fugir daquela visão de um casco. Quando finalmente o Sir. Alessandro gentilmente prendeu minha atenção, vejo o garçom trazendo um paninho IMUNDO para LIMPAR a mesa no local onde Costal estava sentado.


Agradavel apenas a companhia (que estava sentada a mesa), no cardápio tinham duas opções, “virado a paulista” e “bisteca de porco assada” ambas plat du jour. Resolvi me aventurar no virado com uma Coca cola clássica para arrematar a desgraça. Pulei a salada, e fica a dica para as pessoas de estomago sensível, em lugares como esse é perigoso comer verduras e legumes crus podem estar mau lavados, portanto não é bom prova-los.


Em todos os momentos haviam particularidades a serem notadas, “olha o galheteiro” (garrafas de catchups com azeite e vinagre dentro) , “veja que charme o tradicional saleiro cheio de arroz”, “nossa! eles vendem garrafas de 1 litro de Itubaína”, e assim seguiu o almoço.


A comida não era de todo ruim, arroz muito farto, aquele feijão massudo, tive o prazer de conhecer a maior clara de ovo da minha vida, couve (esse pode está cozido) e finalmente uma bisteca e o bacon (nem precisou do prestobarba, estava sem pelos). Duda o corajoso traçou o prato inteirinho.


A boa sorte me acompanhou, saí quase ilesa da primeira aventura o “quase” fica por conta do refluxo que me abateu após o café tenebrosso, que nada tinha de fresco servido no copinho americano.

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